II SEMINÁRIO DA AFCEA PORTUGAL - “VIGILÂNCIA E SEGURANÇA MARITIMA”
A AFCEA Portugal realizou com o patrocinio da CRITICAL Software, SeaAWay e AS&E, no dia 12 de Março de 2010, no Auditório do Centro de Controlo do Trafego Maritimo do Continente-VTS, Paço de Arcos, um seminário, onde participaram mais de 120 pessoas, pertencentes às Forças e serviços de Segurança, outras entidades publicas e privadas.
Na foto : Eng Miguel Sequeira, Presidente do IPTM e o CAlm (Ref) Carlos Rodolfo, Presidente da AFCEA Portugal.
Na foto : Eng Rui Guerra do IPTM, Cdte Mário Oliveira, da EMSA,Maj Costa Pinto, da UCC/GNR, CAlm Gameiro Marques, SSTI/Marinha, CAlm (Ref) Carlos Rodolfo, Presidente da AFCEA Portugal, Mr Richard Lemmers, da AS&E, Eng Luis Teixeira, da Critical Software e o TCor Paulo Costa , da FA.
O objectivo deste seminário foi dar a conhecer as visões institucionais e os actuais meios disponíveis relativos à vigilância e segurança marítima, salientando-se a cooperação e a partilha de informação entre as entidades responsáveis e as novas soluções tecnológicas.
Os objectivos foram amplamente atingidos e que nele participaram mais de 120 participantes de diversos organismos, instituições e empresas, incluindo representantes do MDN, do EMGFA, dos ramos, da GNR, do CNPCE, do SIED, da PJ, do SIS, do CNPD, do IPTM, Administração dos Portos de Setúbal, Sines e Lisboa, da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ESNIDH), do IST e de especialistas da indústria. O conhecimento assente na experiência que foi transmitida em todas as comunicações mostrou ser necessário um espírito de partilha, coordenação e parceria entre as forças e serviços de segurança marítima e as diversas entidades públicas e privadas. Estamos assim cientes que este seminário constituiu uma mais-valia para todos os presentes
O Controlo de Trafégo Maritimo e os Meios de Vigilância Costeira, pelo Engº Rui Moreso, do Instituto Portuário Transportes Maritimos (IPTM)
A apresentação baseou-se fundamentalmente no papel da Autoridade de Controlo de Tráfego Marítimo actualmente regulamentado como garante da segurança do transporte marítimo, os meios tecnológicos e operacionais implementados para a vigilância das águas costeiras de médio e longo alcance (VTS e LRIT) e as redes de troca de informação e de partilha de dados a nível nacional, europeu e internacional. As diferentes entidades ligadas ao mar e à defesa dos seus recursos estão perante um novo desafio: partilharem informação para se tornarem mais eficazes e eficientes nas suas missões.
O Papel da EMSA na Vigilância e Segurança Maritima, pelo Cdte Mario Oliveira, Project Officer Maritime Surveillance - European Safety Agency (EMSA)
Apresentação sucinta sobre a organização e objectivos da Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA) fornecendo uma descrição geral das suas tarefas, actividades e sistemas, em particular no âmbito da vigilância marítima e iniciativas/protocolos com outras Agências Europeias, nomeadamente Frontex e CFCA
O Sistema SIVICC- Uma Ferramenta de Decisão Operacional,pelo Maj. Costa Pinto, Centro de Comando e Controlo Operacional da Unidade de Controlo Costeiro (UCC) - GNR
A Unidade de Controlo Costeiro da GNR responsável pelo cumprimento da missão da GNR em toda a extensão da Costa e Mar Territorial tem como missão especifica a vigilância, patrulhamento e intercepção terrestre e marítima em toda a costa e mar territorial do continente e regiões autónomas. Na luta contra os ilícitos provenientes por via marítima, a UCC está a dotar-se de uma ferramenta de decisão operacional, o Sistema Integrado de Vigilância Comando e Controlo, que de uma forma totalmente integrada, permitirá a criação em tempo real de uma COP (“Commom Operational Picture”) permitindo uma intervenção selectiva das equipas operacionais.
O Sistema de processamento Seguro de Saídas e Entradas (PASSE), pelo Engº Carlos Gonçalves, Director Nacional Adjunto do SEF/size]
O “PASSE” surge como uma evolução natural do Sistema de Controlo de Fronteiras do SEF (SICOF).Entre outras funcionalidades, incluirá o registo automático de entradas e saídas do passageiro, com base no controlo documental e biométrico, com interface à base de dados da Interpol, sendo Portugal um dos países pioneiros nesta integração com grandes ganhos nomeadamente na detecção de imigração ilegal, tráfico de pessoas e combate ao terrorismo.
“Missão, Responsabilidade e Perspectivas de Evolução no Domínio Aero-Naval”, por TCor PILAV Paulo Costa, Cmdt da Esquadra 601 (P3)
Esta apresentação focou os Programas de Aquisição e Modernização da Força Aérea que se encontram actualmente em execução, nomeadamente o sistema de Armas EH-101, C-295 e P-3C CUP+, dando particular realce às capacidades acrescidas que os novos sensores e equipamentos permitem obter. Foram também apresentados possíveis cenários de cooperação civil e militar no domínio marítimo.
A Perspectiva da Marinha para o Conhecimento Situacional Marítimo, Contra-Almirante Gameiro Marques, Superintende dos Serviços de Tecnologias da Informação (SSTI) da Marinha;
Cap-Ten Correia Guerreiro, Chefe de Operações de Superficie do Comando Naval e Gestor de Operações do COMAR e MRCC Lisboa; Cap-Ten Dias Marques, Divisão das Tecnologias de Informação (DITIC) da Marinha
A apresentação abordou, as vertentes funcional e tecnológica, os desafios que na perspectiva da Marinha se colocam neste domínio, em particular, no âmbito da conceptualização e da subsequente operacionalização do modo como as futuras Maritime Safety and Security Operations (MS2O) serão apoiadas. Neste sentido, e tendo como base o paradigma operacional da Marinha (Marinha de duplo uso), será evidenciada a necessidade de promover os adequados mecanismos que, baseados na cooperação inter-agência, nacional e multinacional, viabilizem uma solução para dissuadir e conter as ameaças à segurança do ambiente marítimo. Abordaram-se, igualmente, as soluções tecnológicas procuradas e os desenvolvimentos que neste domínio se têm vindo a promover meios físicos e sistemas tecnológicos, instruções e procedimentos, supervisão e controlo.
Arquitectura de Referência para um Sistema de Vigilância Marítima, pelo Eng. Luis Teixeira, Principal Engineer for Defense and Homeland Security, Critical Software
A capacidade de vigilância da área marítima Portuguesa é uma questão basilar sob diversas perspectivas: é indispensável para a protecção do meio ambiental marítimo, consiste num instrumento de gestão sustentável dos recursos naturais na ZEE Portuguesa, monitoriza a segurança nos corredores de navegação e assegura até mesmo a própria soberania nacional. Este é um desafio complexo e multidisciplinar que envolve: a captura de informação de enumeras fontes nas quais se incluem outras entidades com relevância para a vigilância marítima, o processamento da informação recolhida com o objectivo de suportar o processo de decisão, e finalmente, a capacidade de disponibilizar essa informação a outras agências cuja missão depende em grande parte da eficácia do processo de vigilância marítima. Contudo, é um problema com características semelhantes a desafios existentes em vários outros domínios dos quais poderemos retirar uma aprendizagem. Baseando-se na sua experiência de concepção e desenvolvimento de sistemas, a Critical Software propõe abordar o problema da vigilância marítima numa perspectiva tecnológica, apresentando a sua visão para uma arquitectura de referência de um sistema integrado de vigilância marítima, onde se destaca a orientação ao serviço, a integração de sistemas ‘legacy’ existentes, a capacidade de troca de informação com outras agências e finalmente, serviços de alto valor acrescentado determinantes no suporte ao processo de decisão.
“A Segurança “Antes do Porto” ( Passagem de filme)
A SeaAway desenhou uma solução “Antes do Porto” para segurança marítima conhecida como Sistema Sea Sentinel. Os principais componentes do sistema são duas plataformas dotadas de equipamento e pessoal, que recebem os sinais de identificação dos navios. Os navios passam entre as plataformas antes de navegarem para o porto, criando uma “porta de aquisição de dados”. Os sinais vindos dos dispositivos de segurança dos contentores e outros são recebidos e examinados no sentido de detectar, a abertura dos contentores ou a presença de materiais químicos, radiológicos, biológicos, nucleares ou explosivos. A zona de tampão entre as plataformas e o porto de atracagem permitirá que a entidade responsável pela segurança do porto tenha tempo para examinar potenciais ameaças e tomar as medidas necessárias.
Tecnologias Alternativas para Vistoriar Cargas e Veículos, por Mr. Richard Lemmers, AS&E – American Science and Engineering, Inc.
Os sistemas por raio-X da AS&E são usados mundialmente por governos e empresas para combate ao terrorismo, contrabando de drogas e armas, imigração ilegal e fraude no comércio. A AS&E especializou-se em tecnologias de detecção que revelam ameaças perigosas e ardilosas, incluindo explosivos, armas plásticas e de metal, dispositivos radioactivos e armas nucleares de destruição maciça. Os sistemas da AS&E, com a tecnologia utilizada - Z Backscatter™ - que permite capacidades de detecção inigualáveis, são usados nos portos, fronteiras e instalações militares/civis de alto risco.




